A compostagem orgânica promove a estabilização do carbono orgânico por meio de um processo predominantemente aeróbico, resultando principalmente na emissão de CO2 biogênico e reduzindo significativamente a formação de CH4 (metano), gás com potencial de aquecimento global substancialmente superior. Segundo o IPCC, o metano possui potencial de aquecimento global (GWP) aproximadamente 28 vezes maior que o CO2 em um horizonte de 100 anos. Dessa forma, o desvio de resíduos orgânicos de aterros para sistemas de compostagem contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e para a redução da pegada de carbono associada à gestão de resíduos sólidos.